Patrícia Portela nasceu em 1974. É autora de espectáculos, instalações e obras literárias. Já viveu em Macau, Utrecht, Helsínquia, e duas décadas em Antuérpia. Em Portugal viveu em Lisboa, Viseu e Paço de Arcos. Tem um mestrado em cenografia pela Faculdade de Utrecht e pela Central Saint Martins College of Art e um mestrado em Filosofia Contemporânea pelo International Institute of Philosophy da Universidade de Luvaina. Estudou Cinema na European Film College em Ebeltoft, Dinamarca e dança contemporânea com diferentes coreógrafos de renome. Trabalhou como cenógrafa e figurinista para companhias independentes e em várias curtas no cinema português. É reconhecida “pela peculiaridade da sua obra” (Miguel Real, JL 2009) que itinera pelo mundo, e recebeu por ela vários prémios das quais destaca: o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/FCG para os espectáculos Flatland I (2004) e Wasteband (menção honrosa, 2003), Prémio Revelação pela Associação dos Críticos de Teatro em 1994, Prémio Teatro na Década para T5 em 1999 com o grupo O Resto e foi finalista do Primeiro Prémio Multimédia Sonae/MNACC em 2015 com Parasomnia. Na literatura é autora de romances, contos e peças de teatro aclamados pela crítica e foi finalista do Prémio de Grande Romance e Novela APE em 2013 com Banquete, e, mais recentemente, finalista do Prémio Correntes d’Escritas e Prémio Ciranda 2022 com Hífen, um romance que Miguel Real, do JL, considerou de “histórico”. É autora de vários romances e novelas.
Foi directora artística do Teatro Viriato em Viseu durante a pandemia, nunca fechando as suas portas (2020-2022), e da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa, projecto do Teatro Praga (2023-2024). Foi cronista no Jornal de Letras de 2017 até ao seu fecho em 2025 e cronista no Fio da Meada na Antena 1 em 2019-2020.