«Fui condenado a ouvir o eco permanente de um disparo que não pintei.»
«Viver uma guerra à distância é como olhar para este quadro. É estar lá sem estar dentro, é estar de fora sem estar cá fora. Vivo à distância. a guerra à distância. o horror à distância. a morte à distância. o medo à distância. o desastre à distância. É tudo uma mera notícia.»
Hoje, 3 de Maio é um romance escrito a partir do quadro Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808, de Francisco José de Goya y Lucientes. Um retrato de quem fuzila e de quem é fuzilado numa Europa que permanece, até hoje, presa num tempo de guerra.
PRESS
JOSÉ RIÇO DIREITINHO no Público: A partir de um quadro de Goya, sobre um acontecimento de 1808, Patrícia Portela fez um romance extraordinário. Hoje, 3 de Maio tem a guerra como fundo, mas é, sobretudo, uma interrogação acerca de nós.
JOSÉ MÁRIO SILVA no Expresso: Patrícia Portela criou um belíssimo romance conceptual… fiel à sua natureza experimentalista, num ímpeto quase lúdico de quem sempre gostou de testar ou abolir os limites das formas ficcionais, criou uma estrutura para o livro que, sem surpresa, “não se deixou ser linear”
”Hoje, 3 de Maio” distingue-se ainda como um belíssimo objeto estético.
SANDRA SOUSA na RTP2 – Eu pergunto muitas vezes neste espaço, Patrícia, o que pode a arte, e posso afirmar com segurança, depois de ler este livro, que este livro tem boa parte da resposta.
DIOGO VAZ PINTO, no SOL: Enfim, surge entre nós um romance. Hoje, 3 de Maio é das obras mais espinhosas e incitantes que vêm sendo publicadas por cá, num esforço de medir as tensões e a necrose temporal em que estamos absorvidos.
RUI ZINK no Correio da Manhã: É um romance tresloucado de tão lúcido, numa edição muito cuidada, visual e literariamente, um objecto para guardar.(…)
MIGUEL REAL no Jornal de Artes e Letras do Porto: A originalidade de Patrícia Portela atinge o seu máximo expoente aqui, em Hoje, 3 de maio, versando sobre o quadro Os fuzilamentos ocorridos neste dia de 1808 pintado por Goya.
Depois de Hifen, parecia-nos ser impossível que a autora criasse uma estrutura romanesca tão original, mas não só a criou como, com ela, abre uma nova vertente nas correntes da literatura portuguesa contemporânea, o Hipermoder-nismo (…)
FERNANDO ALVES na TSF: …aqui chegado interrogo-me sobre se seria capaz de me desfazer do livro que ando agora a ler, Hoje, 3 de Maio, o romance de Patrícia Portela. (…) Não seria capaz porque ainda preciso dele num lugar onde possa revisitá-lo, ainda preciso rever a mancha de um café que entornei sobre ele, ainda preciso do que não sei nomear”.
JOAQUIM MARGARIDO em errosmeumafortuna: Além da densidade, acutilância e imaginação, a escrita de Patrícia Portela possui uma qualidade profundamente polifónica. Não se limita a contar: escuta. (…) poucas obras contemporâneas dispõem de uma tão rara capacidade para mudar de registo sem perder unidade, fazendo da heterogeneidade uma forma superior de coerência.
RAQUEL VARELA no MAIO: um romance fora do lugar.
ALFONSO ARMADA: ¿Es este libro un intento de reactivar la fuerza de Goya? ¿Una forma de evitar su domesticación?
JOSÉ CARLOS VASCONCELOS na Visão: Patrícia, excelente em toda a sua escrita e não só…
PEDRO VIEIRA: É um livro que mostra como a “Europa das pessoas” tem apodrecido e que nos aponta o espelho em permanência. e tu, o que é que vais fazer quando tudo arde? (…) A Patrícia é uma criadora que pratica a Gesamtkunstwerk (roubei esta ao Guerreiro do Público) e faz isso olhando à sua volta e não olhando o seu umbigo. notável.
JOÃO GOBERN no lançamento na Feira do Livro da Póvoa de Varzim (e enquanto jogava o Benfica!):
(Hoje, 3 de Maio)… será sempre um livro bom para ter à mão, para lembrar e para que se lhe possa regressar. Perdoem-me a pobreza da imagem, mas para mim vale mesmo como um pacemaker da alma, como um desfibrilador que evita as paragens súbitas daquilo em que se acredita, como injecção intracardíaca de adrenalina para recuperarmos cadências e pulsações e para nos afastarmos das anemias do desânimo. Ainda por cima, caso raro, vende-se sem receita médica, com a certeza de que os efeitos secundários não correspondem a danos colaterais.ª
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